Vai.

Diz que ainda acredita na queda em tanta letra como salvação de tua cidade. Reparte os trapos secos antes colocados no lugar do que faltava no peito, tão cansado já, por tão pouco.

Respira, aceita nosso engano.

As luzes separando em muitas a rua, ferro vermelho entre você e eu. Mesmo com o céu aberto, o vento que pedi. Não vou chegar hoje, nem mais.

Tudo deixado por dentro vai encontrar caminho ao lado desse desespero – a vontade de cuspir fúria de cada tempo guardado. Vai, vai seguir. As coisas voltam a seu lugar depois da nossa passagem. Eu, eu fico por aqui.

Li mais do que devia, escrevi longe do que precisava. Pele fina quebradiça sobre água escura. Mas me deixei aí. Palavra.

Acredita em tanta letra. Como salvação.

Um comentário sobre “

  1. “Como esqueci tanto, ignorei tanto, e deixei passar todo esse amor na poeira soprando sozinha na cidade vazia. […] Que desespero deixar partir novos sonhos […] Porque deixei sumir você, meu buraco ser maior, como nunca foi grande o corte que tracei para caber você no meu corpo.”

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